O uso de GLP-1 cresceu de forma acelerada nos últimos anos, e cada vez mais pessoas recorrem a esses medicamentos para tratar diabetes tipo 2 e obesidade. Por isso, pesquisas recentes sobre os efeitos colaterais do GLP-1 têm despertado grande interesse. Duas investigações publicadas na revista Annals of Internal Medicine chamaram atenção para uma possível ligação entre o uso de GLP-1 e o aumento do risco de uma condição ocular rara, chamada Neuropatia Óptica Isquêmica Anterior Não Arterítica, ou NAION. O estudo principal que identificou e popularizou mundialmente a associação entre o uso de semaglutida (medicamento da classe dos agonistas do receptor de GLP-1) e o risco aumentado de NAION (Neuropatia Óptica Isquêmica Anterior Não Arterítica) foi liderado por pesquisadores da Harvard Medical School e do Massachusetts Eye and Ear.
Os principais pesquisadores envolvidos nessa linha de investigação e nas publicações correlatas sobre o tema incluem:
Dr. Mahyar Etminan — Epidemiologista e pesquisador da Universidade de Colúmbia Britânica (UBC), responsável por grandes estudos farmacoepidemiológicos que analisam os efeitos colaterais e riscos oculares e gastrointestinais dos agonistas de GLP-1 em bancos de dados populacionais.
Dr. Joseph F. Rizzo III (Autor principal / Investigador sênior) — Professor de Oftalmologia na Harvard Medical School e diretor do Serviço de Neuro-oftalmologia do Massachusetts Eye and Ear.
Hatem Zayed e Karam Hamed — Pesquisadores e coautores do estudo de coorte inicial sobre o risco ocular associado à semaglutida.
Neste artigo, os principais achados são explicados de forma clara, e dicas práticas são oferecidas para quem utiliza esses medicamentos.
Vale destacar, desde já, que o aumento do risco identificado é estatisticamente real, mas continua sendo extremamente baixo em termos absolutos. Assim, o objetivo deste conteúdo não é gerar alarme, mas sim informar com precisão. Afinal, entender a diferença entre risco relativo e risco absoluto é essencial para qualquer pessoa que utilize GLP-1 no tratamento de diabetes ou de obesidade.
O que são os medicamentos GLP-1 e por que se tornaram tão populares
Os agonistas do receptor de GLP-1, como a semaglutida, são encontrados em medicamentos como Ozempic e Wegovy. Esses fármacos atuam imitando um hormônio intestinal natural, responsável por regular o açúcar no sangue. Além disso, eles retardam o esvaziamento do estômago, o que reduz o apetite e favorece a perda de peso. Por essa razão, os GLP-1 se tornaram uma das classes de medicamentos mais prescritas do mundo atualmente.
Segundo especialistas, os benefícios sistêmicos dos GLP-1 vão muito além do controle glicêmico. Entre eles, destacam-se a proteção cardiovascular, a redução do risco renal e o auxílio significativo na perda de peso. Consequentemente, milhões de pacientes com diabetes tipo 2 e obesidade utilizam esses medicamentos como parte central do tratamento. Ainda assim, como qualquer classe farmacológica, os GLP-1 também apresentam efeitos colaterais que precisam ser monitorados com atenção.
- Controle eficaz da glicemia em pacientes com diabetes tipo 2
- Auxílio relevante na perda e manutenção de peso
- Redução comprovada de eventos cardiovasculares graves
- Proteção renal, com menor progressão de doença renal crônica
NAION: entendendo a rara condição ocular associada ao GLP-1
A NAION é definida como uma interrupção súbita do fluxo sanguíneo para o nervo óptico. Como resultado, a visão pode ser perdida de forma repentina e indolor. Essa condição é considerada a forma mais comum de neuropatia óptica em adultos acima de 50 anos, independentemente do uso de GLP-1. Por isso, é fundamental compreender que fatores de risco cardiovascular já predispõem parte da população a esse quadro.
Os sintomas da NAION costumam surgir sem aviso prévio, o que torna o reconhecimento rápido ainda mais importante. Entre os principais sinais, estão o embaçamento repentino da visão e o surgimento de pontos cegos. Em muitos casos, apenas um dos olhos é afetado inicialmente. Portanto, qualquer alteração visual súbita deve ser tratada como uma emergência médica, especialmente entre usuários de GLP-1.
- Escurecimento ou embaçamento repentino da visão, geralmente em um só olho
- Perda de parte do campo visual, com aparecimento de novos pontos cegos
- Perda total e súbita da visão
Atenção: qualquer pessoa que apresente esses sintomas deve procurar avaliação oftalmológica no mesmo dia, ou dirigir-se a um pronto-socorro imediatamente.

Risco relativo versus risco absoluto: entendendo os números da pesquisa sobre GLP-1
Um dos pontos mais importantes deste debate é a diferença entre risco relativo e risco absoluto. O risco relativo compara a probabilidade de um evento entre dois grupos distintos. Já o risco absoluto revela a chance real de o evento ocorrer para uma pessoa específica. Essa distinção é essencial para interpretar corretamente os dados sobre GLP-1 e NAION.
Nos estudos analisados, os usuários de GLP-1 apresentaram o dobro da chance de desenvolver NAION, quando comparados a usuários de inibidores de SGLT-2. Entretanto, essa comparação em termos relativos pode soar mais assustadora do que realmente é. Isso porque, na prática, o risco absoluto permaneceu extremamente baixo em ambos os grupos avaliados.
Segundo o estudo sueco, o risco absoluto de NAION foi de 0,04% entre usuários de GLP-1, contra 0,02% entre usuários de SGLT-2. Ou seja, embora o risco tenha dobrado proporcionalmente, a diferença real representa apenas duas pessoas a mais em cada 10 mil tratadas. Consequentemente, especialistas classificam esse aumento como clinicamente pequeno.
Os dados abaixo resumem essa comparação, extraída da pesquisa conduzida pelo Karolinska Institutet, na Suécia:
- Risco relativo: usuários de GLP-1 tiveram o dobro da chance de NAION em comparação aos usuários de SGLT-2
- Risco absoluto no grupo GLP-1: 0,04% após um ano de acompanhamento
- Risco absoluto no grupo SGLT-2: 0,02% após um ano de acompanhamento
- Tradução prática: cerca de 4 casos por 10.000 pacientes tratados com GLP-1, contra 2 casos por 10.000 no grupo comparado
Segundo o oftalmologista Benjamin Bert, do MemorialCare Orange Coast Medical Center, o risco relativo dobrado soa dramático à primeira vista. No entanto, quando os números absolutos são analisados, o aumento real é considerado baixo pelo especialista.
O que foi encontrado pelo estudo americano da Rutgers University
Nos Estados Unidos, uma pesquisa conduzida pela Rutgers University analisou dados de seguros de saúde de adultos entre 18 e 65 anos com diabetes tipo 2. Nesse estudo, pacientes que iniciaram o uso de GLP-1 foram comparados a pacientes tratados com inibidores de SGLT-2 e DPP-4. Como resultado, foi identificado um pequeno aumento no risco de neuropatia óptica isquêmica associado ao GLP-1.
De acordo com Chintan Dave, farmacêutico e epidemiologista da Rutgers Ernest Mario School of Pharmacy, o sinal de risco foi concentrado em grupos específicos. Segundo o pesquisador, homens representaram cerca de 70% dos casos identificados. Além disso, adultos entre 50 e 65 anos foram responsáveis por aproximadamente 85% dos eventos registrados no estudo.
Em termos práticos, o aumento do risco associado ao GLP-1 correspondeu a três ou quatro casos adicionais a cada 10 mil pacientes, ao longo de 18 meses de tratamento. Isso equivale a um caso extra para cada 2.778 a 3.333 pacientes tratados, conforme detalhado pelo próprio autor da pesquisa. Ainda assim, mesmo nos grupos de maior risco, o evento permaneceu raro.
O que revelou o estudo sueco conduzido pelo Karolinska Institutet
Paralelamente, pesquisadores do Karolinska Institutet, na Suécia, analisaram dados de saúde de mais de 293 mil participantes. O período avaliado se estendeu de 2013 a 2024, incluindo adultos entre 35 e 84 anos com diabetes tipo 2. Assim como no estudo americano, o uso de GLP-1 foi comparado ao uso de inibidores de SGLT-2.
Após um ano de acompanhamento, o risco de NAION foi de 0,04% entre os usuários de GLP-1, contra 0,02% no grupo comparado. Embora essa diferença represente o dobro em termos relativos, os autores do estudo reforçaram que o evento continuou sendo raro em ambos os grupos. Aliás, alguns pesquisadores apontam que a diferença pode não ter atingido significância estatística plena.
Segundo o oftalmologista Benjamin Bert, que não participou diretamente da pesquisa, estudos populacionais amplos costumam apresentar diversas variáveis de confusão. Isso se torna ainda mais desafiador quando a doença analisada já é rara por natureza, como é o caso da NAION. Por isso, mais pesquisas ainda são necessárias para confirmar essa associação com o GLP-1.
Fatores de risco e variáveis de confusão relacionadas ao GLP-1
É importante destacar que ambos os estudos foram observacionais, e não experimentais. Dessa forma, eles não conseguem provar, de forma definitiva, que o GLP-1 causa diretamente a NAION. Em vez disso, os resultados podem refletir diferenças de saúde entre os grupos comparados nas pesquisas.
Pacientes que recebem prescrição de GLP-1 costumam apresentar maior carga de fatores de risco cardiovascular. Esses fatores, por si só, já estão associados de forma independente a doenças do nervo óptico. Portanto, a NAION identificada nos estudos pode refletir a condição de saúde prévia dos pacientes, e não necessariamente um efeito direto do medicamento.
Entre os grupos considerados de maior risco para NAION, destacam-se os seguintes perfis, segundo os dois estudos analisados:
- Homens, que representaram entre 70% e 85% dos eventos registrados
- Adultos entre 50 e 65 anos de idade
- Pacientes com histórico de doença cardiovascular importante
- Pessoas com condições oftalmológicas preexistentes
Benefícios comprovados do GLP-1 que superam o risco ocular identificado
Apesar do sinal de risco identificado para NAION, especialistas continuam recomendando o uso contínuo do GLP-1 para a maioria dos pacientes. Isso porque os benefícios sistêmicos desses medicamentos são considerados substanciais, segundo os próprios autores das pesquisas. Consequentemente, interromper o tratamento sem orientação médica pode trazer riscos ainda maiores.
Chintan Dave foi categórico ao afirmar que não recomendaria a suspensão do GLP-1 apenas por causa do novo estudo. Segundo ele, os benefícios para diabetes, doença cardiovascular, saúde renal e controle de peso são muito relevantes. Além disso, o excesso de risco identificado para NAION foi classificado como pequeno pelo próprio pesquisador.
Entre os principais benefícios comprovados do tratamento com GLP-1, estão os seguintes pontos, amplamente documentados pela literatura médica:
- Controle eficiente da glicemia em pacientes com diabetes tipo 2
- Redução expressiva de eventos cardiovasculares graves, como infarto e AVC
- Auxílio consistente na perda de peso e no tratamento da obesidade
- Proteção contra a progressão de doença renal crônica
Sinais de alerta: quando procurar ajuda médica urgente durante o uso de GLP-1
Mesmo sendo raro, o risco de NAION associado ao GLP-1 exige atenção redobrada por parte dos pacientes. Como a perda de visão pode ser permanente, o reconhecimento rápido dos sintomas é fundamental para o prognóstico. Por isso, especialistas recomendam que os pacientes conheçam bem os sinais de alerta relacionados a essa condição.
De acordo com Chintan Dave, alterações súbitas e indolores na visão devem ser tratadas com urgência máxima. O pesquisador destaca que embaçamento em um dos olhos, ou o aparecimento de pontos cegos, exigem avaliação imediata. Nesses casos, a orientação é buscar um oftalmologista ou pronto-socorro no mesmo dia.
- Mudanças súbitas e indolores na visão, em um ou nos dois olhos
- Escurecimento ou embaçamento localizado, principalmente em um único olho
- Surgimento de novos pontos cegos ou perda de parte do campo visual
- Perda total e repentina da visão, mesmo que temporária
Além disso, caso qualquer alteração visual ocorra, recomenda-se parar imediatamente de dirigir ou operar máquinas. Essa precaução simples pode evitar acidentes graves enquanto a avaliação médica é providenciada. Assim, a segurança do paciente e de terceiros é priorizada durante o processo diagnóstico.
Recomendações práticas para pacientes que utilizam GLP-1
Diante desses achados, algumas recomendações práticas podem ajudar pacientes que utilizam GLP-1 a manter a segurança do tratamento. Em primeiro lugar, nenhuma medicação deve ser interrompida por conta própria, sem orientação médica prévia. Isso porque os riscos de diabetes ou obesidade não tratados costumam ser muito mais graves do que a NAION.
Em segundo lugar, pacientes classificados como de maior risco devem conversar abertamente com seus médicos. Homens, pessoas acima de 50 anos e pacientes com histórico ocular prévio se encaixam nesse perfil. Dessa forma, um acompanhamento mais próximo pode ser planejado junto à equipe de saúde responsável pelo tratamento com GLP-1.
Por fim, para pacientes com risco ocular elevado, pode ser interessante avaliar alternativas dentro ou fora da classe do GLP-1. Medicamentos como inibidores de SGLT-2, entre eles Forxiga e Jardiance, podem ser considerados em alguns casos. Da mesma forma, inibidores de DPP-4, como o Januvia, também representam uma opção terapêutica válida.
- Nunca interrompa o uso de GLP-1 sem consultar previamente um médico
- Converse com seu médico se pertencer a um grupo de maior risco para NAION
- Monitore ativamente qualquer alteração visual, especialmente nos primeiros meses de tratamento
- Pergunte sobre alternativas terapêuticas caso já tenha histórico de problemas oculares
- Mantenha consultas oftalmológicas regulares durante o tratamento com GLP-1
O que esperar das próximas pesquisas sobre GLP-1 e saúde ocular
Segundo o oftalmologista Benjamin Bert, a comunidade médica ainda está no início da compreensão dessa associação. À medida que mais dados forem coletados, o entendimento sobre os efeitos colaterais do GLP-1 deve se tornar mais preciso. Além disso, o especialista acredita que novas gerações de medicamentos poderão ser desenvolvidas com mecanismos ajustados.
Enquanto isso, a recomendação predominante entre os especialistas é de vigilância, e não de alarme generalizado. Afinal, os benefícios do GLP-1 para milhões de pacientes continuam sendo considerados muito superiores aos riscos oculares identificados até o momento. Assim, o caminho sugerido é o de tratamento contínuo, aliado a monitoramento clínico responsável.
Vale lembrar que este artigo tem caráter informativo, e não substitui a avaliação individual de um profissional de saúde. Cada paciente possui um histórico único, que deve ser considerado antes de qualquer decisão sobre o uso de GLP-1. Por isso, converse sempre com seu médico antes de iniciar, ajustar ou interromper qualquer tratamento.
Diferenças entre os medicamentos da classe GLP-1 disponíveis no mercado
Nem todos os medicamentos da classe GLP-1 possuem exatamente o mesmo perfil de segurança ocular. A semaglutida, presente no Ozempic e no Wegovy, foi o princípio ativo mais estudado nas pesquisas mencionadas neste artigo. Por outro lado, outras moléculas dessa mesma classe farmacológica ainda carecem de dados específicos sobre o risco de NAION.
Segundo pesquisas anteriores citadas no material analisado, alguns medicamentos com semaglutida, como o Wegovy, foram associados a um número maior de eventos de perda de visão. Contudo, é importante lembrar que essas comparações ainda dependem de mais estudos independentes. Assim, pacientes preocupados com o tema devem discutir opções específicas diretamente com seus médicos, em vez de tomar decisões isoladas.
Além da semaglutida, existem outras moléculas da classe GLP-1, cada uma com particularidades farmacológicas próprias. Enquanto os mecanismos de ação são semelhantes, a forma de administração, a dose e o perfil de efeitos colaterais podem variar. Portanto, trocar de medicamento dentro da mesma classe pode ser uma alternativa viável para alguns pacientes de maior risco.
Como funciona o acompanhamento oftalmológico durante o tratamento com GLP-1
Para pacientes classificados como de maior risco, um acompanhamento oftalmológico regular pode representar uma camada extra de segurança. Embora não exista, até o momento, uma recomendação formal de rastreamento obrigatório, especialistas sugerem cautela redobrada. Dessa forma, exames periódicos podem ajudar a identificar alterações precocemente, antes que se tornem mais graves.
Durante as consultas de rotina, o médico pode avaliar fatores de risco cardiovascular que também influenciam a saúde do nervo óptico. Pressão arterial elevada, colesterol descontrolado e histórico de diabetes mal controlado merecem atenção especial. Assim, o controle rigoroso dessas condições pode, indiretamente, reduzir o risco geral associado ao uso de GLP-1.
Pacientes que já sofreram um episódio de NAION em um dos olhos merecem cuidado ainda maior. Isso porque, segundo a literatura médica geral sobre a condição, existe risco aumentado de acometimento do outro olho ao longo do tempo. Por isso, esse grupo específico deve manter diálogo constante com oftalmologistas durante todo o tratamento com GLP-1.
- Realize exames oftalmológicos regulares se pertencer a um grupo de risco elevado
- Controle pressão arterial e colesterol junto ao seu médico durante o uso de GLP-1
- Relate imediatamente qualquer episódio prévio de problema no nervo óptico
- Peça avaliação individualizada caso já tenha tido NAION em um dos olhos
Comunicação de risco: como médicos e pacientes podem interpretar os dados sobre GLP-1
A forma como o risco é comunicado influencia diretamente a decisão dos pacientes sobre continuar ou não o tratamento. Por essa razão, especialistas recomendam que profissionais de saúde expliquem tanto o risco relativo quanto o risco absoluto. Dessa maneira, o paciente consegue tomar uma decisão informada, sem cair em alarmismo desnecessário.
Uma estratégia útil é comparar o risco de NAION associado ao GLP-1 com riscos já conhecidos de outras condições. Por exemplo, o risco de complicações graves decorrentes de diabetes descontrolada costuma ser muito superior. Assim, colocar os números lado a lado ajuda o paciente a visualizar o equilíbrio real entre riscos e benefícios.
Além disso, é recomendável que os pacientes façam perguntas específicas durante as consultas sobre GLP-1. Perguntar sobre o perfil pessoal de risco, sobre alternativas terapêuticas e sobre sinais de alerta pode fazer grande diferença. Dessa forma, o paciente se torna parte ativa do processo de decisão sobre seu próprio tratamento.
Perguntas frequentes sobre GLP-1 e o risco de NAION
Os estudos disponíveis são observacionais e não provam uma relação direta de causa e efeito entre GLP-1 e NAION. Existe uma associação estatística, mas fatores de saúde prévios também podem explicar parte do risco identificado.
Segundo o estudo sueco, o risco absoluto foi de 0,04% entre usuários de GLP-1, o que equivale a cerca de 4 casos a cada 10 mil pacientes tratados durante um ano.
Especialistas como Chintan Dave não recomendam a interrupção do GLP-1 apenas por causa desse achado. Os benefícios cardiovasculares, renais e metabólicos costumam superar amplamente o risco ocular identificado.
Homens, pacientes entre 50 e 65 anos, pessoas com doença cardiovascular e quem já possui histórico ocular prévio apresentam maior risco relativo, segundo os estudos analisados.
Embaçamento súbito, pontos cegos novos ou perda repentina de visão em um dos olhos exigem avaliação oftalmológica ou emergencial no mesmo dia.
E você, já conversou com seu médico sobre os riscos e benefícios do GLP-1 no seu tratamento? Compartilhe sua experiência ou sua dúvida nos comentários abaixo. Além disso, se você conhece alguém que utiliza GLP-1, considere compartilhar este artigo com essa pessoa.

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